
O coletivo é famoso por transportar trabalhadores diariamente, mas também pelas manchetes sobre assaltos, arrastões e depredações, especialmente nos fins de semana de sol. Weber, que começou a pegar o 474 ainda adolescente, decidiu registrar a linha como um retrato do “Rio no original”, com toda sua complexidade e contrastes.
O que o livro mostra:
• A diferença de perfis dos passageiros entre semana e fim de semana – do trabalhador ao banhista rumo à praia.
• As blitzes policiais e o ônibus virando uma “parede de revista”, em que jovens, quase sempre negros, são retirados do coletivo para checagem de documentos.
• Os arrastões, os “surfistas de teto” e as janelas quebradas para dar vazão ao calor.
• Histórias de motoristas, despachantes, vendedores e passageiros, que mostram o 474 como um verdadeiro ecossistema urbano.
Durante os anos de observação, Weber também colecionou desenhos, fotos e entrevistas – até com assaltantes – que revelam a linha como símbolo da desigualdade e da dependência entre Zona Norte e Zona Sul.
No ponto final, em Copacabana, o livro fecha a narrativa com a “prometida praia do fim de semana”, destino de tantos passageiros do 474.
A obra foi lançada no dia 11 de outubro, que foi em São Paulo, na livraria Megafauna, no Copan.
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